Quando o Dr. Ricardo Cassa me procurou, a situação era bastante comum entre médicos que abriram consultório há pouco tempo: sem site, sem Instagram, com logo já definida e atendendo em três cidades — Vila Velha, Vitória e Cariacica. A demanda era clara: precisava de uma landing page para neuropediatra que funcionasse como ponto central de agendamento antes mesmo de qualquer estratégia de redes sociais entrar em campo. O resultado está no ar em drricardocassa.com.br — e neste post vou abrir os bastidores de cada decisão estrutural que tomei.
O ponto de partida: sem presença digital, com logo e com três unidades
Partir do zero tem uma vantagem que pouca gente percebe: não há nada errado pra corrigir. Não tem site antigo com URL quebrada, não tem Instagram com posicionamento confuso que o site precisa “continuar”. A identidade visual já existia — a logo estava definida — então meu trabalho foi construir ao redor dela, não criar do zero.
A complexidade real do projeto era outra: três cidades de atendimento. Isso exige decisões de copy e estrutura que um consultório com unidade única não enfrenta. O paciente (ou mais precisamente, os pais do paciente) precisam saber, de imediato, se o médico atende perto deles — e isso tem que estar na primeira tela, não escondido no rodapé.
Por que a landing page para neuropediatra começa com cidade e especialidade no título
A primeira decisão foi colocar a especialidade e as três cidades — Vila Velha, Vitória e Cariacica — já no título da página, no hero. Isso não é vaidade: é porque alguém que busca neuropediatra no Google ou chega por indicação via WhatsApp vai imediatamente testar se aquela página é pra ele.
Se o pai ou a mãe mora em Cariacica e não vê Cariacica mencionada logo de cara, sai. O tempo de atenção é curto demais pra deixar essa dúvida pra depois. Título claro com especialidade + cidades = filtro de qualificação antes mesmo de qualquer scroll.
Abaixo do título, o botão “Agendar Consulta” já aparece no topo. Muita gente coloca o CTA só depois de apresentar o médico, a formação, a abordagem. Eu faço diferente: coloco o botão antes, porque uma parcela significativa dos visitantes já chega decidida — veio por indicação, já pesquisou o nome do médico, só quer saber como marcar. Não faz sentido obrigá-los a rolar a página inteira pra chegar no agendamento.
O formulário de agendamento com seleção de unidade, data e horário
Uma landing page para neuropediatra com três unidades tem um problema específico de UX: o usuário precisa escolher onde quer ser atendido antes de escolher quando. A ordem importa.
Estruturei o formulário em sequência lógica: primeiro a unidade, depois a data, depois o horário. Isso evita o caso clássico em que o paciente escolhe um horário e só no final descobre que aquele horário não existe para a unidade mais próxima dele — o que gera frustração e abandono.
Formulários com etapas claras e progressão visual reduzem o atrito. Já escrevi sobre isso com mais detalhe no post sobre como reduzir a taxa de abandono em formulários de agendamento — a lógica se aplica diretamente aqui.
Seção “Nossa Abordagem”: as 4 etapas que reduzem a incerteza dos pais
A seção “Nossa Abordagem” existe por um motivo específico: pais que buscam neuropediatra, em geral, estão lidando com uma preocupação real sobre o desenvolvimento do filho. O nível de ansiedade é alto. E ansiedade gera paralisia — o pai fica na dúvida se o médico é o certo, se vai conseguir diagnóstico, como funciona o processo, quanto tempo leva.
As quatro etapas — agendamento, consulta inicial, avaliação diagnóstica e orientação e acompanhamento — respondem exatamente esse conjunto de dúvidas antes que o usuário precise perguntar. Isso não é conteúdo decorativo: é copy de redução de objeção. Cada etapa responde uma pergunta implícita dos pais.
Quando alguém entende o processo antes de ligar, chega na consulta mais tranquilo e mais decidido. Isso é bom pro médico, é bom pro paciente.
Bloco de autoridade: anos de consultório, número de pacientes e formação
Autoridade em página médica não se constrói com foto bonita. Ela precisa de âncoras concretas: tempo de atuação, volume de pacientes atendidos, formação verificável.
Aqui uma ressalva importante: não invento números. O site do Dr. Cassa acabou de ir ao ar — não há dados de conversão ainda, nem métricas de resultado pra mostrar. O que está no bloco de autoridade são as informações reais do histórico profissional do médico, fornecidas por ele no briefing. Isso é o suficiente. Número inventado é risco jurídico e reputacional. Número real, mesmo que modesto, é credível.
A seção “Quando procurar”: os seis sinais que os pais reconhecem
Essa é uma das seções mais estratégicas da landing page para neuropediatra — e a mais fácil de errar.
O erro comum seria listar CIDs ou termos clínicos que só fazem sentido pra outro médico. A página não é pra médico — é pra pai e mãe que estão preocupados com o filho e não sabem se aquela preocupação justifica uma consulta com especialista.
Listei seis sinais com a linguagem que os pais realmente usam: atraso no desenvolvimento, dificuldades escolares, suspeita de TEA ou TDAH, distúrbios do sono, epilepsia e enxaqueca. São condições que os pais conseguem identificar no cotidiano — não termos técnicos que precisam de tradução.
Importante: a seção não faz afirmações médicas, não promete diagnóstico e não instrui conduta. Ela apenas ajuda o pai a reconhecer se a situação que está vivendo tem relação com a especialidade do médico. Isso é informação de orientação, não prescrição.
Perguntas frequentes: copy que responde antes da ligação
FAQ em página médica não é SEO barato. É atendimento antecipado.
Cada pergunta no FAQ da página do Dr. Cassa responde uma dúvida que, se não respondida ali, vai chegar como mensagem no WhatsApp da recepcionista — e consome tempo da equipe. “Atende pelo plano X?”, “Como funciona a primeira consulta?”, “Precisa de encaminhamento?” — essas perguntas têm custo operacional quando ficam de fora da página.
Isso se conecta diretamente ao que já escrevi sobre estrutura de site para pediatra e confiança dos pais antes da consulta — a lógica de antecipação de dúvidas é a mesma.
“Onde atendemos”: três unidades, três WhatsApps distintos
Essa seção resolve um problema real de operação: quando há múltiplas unidades, o paciente precisa entrar em contato com a unidade correta, não com uma central que vai reencaminhar.
Cada unidade — Vila Velha, Vitória e Cariacica — tem seu próprio botão de WhatsApp com número específico. Isso reduz etapas: o pai clica, abre a conversa já na unidade certa e agenda sem intermediários.
A configuração correta do WhatsApp no site faz diferença real no volume de leads que chegam de fato. Já detalhei os erros mais comuns nesse ponto no post sobre WhatsApp no site e o custo de um botão mal configurado.
O que não está na página — e por quê
Não coloquei depoimentos de pacientes. O site acabou de ir ao ar e não há avaliações coletadas ainda. Prefiro a página sem depoimentos a uma página com depoimentos genéricos ou, pior, fabricados. Quando os depoimentos reais existirem, entram.
Também não há promessa de diagnóstico em nenhuma linha do texto. A página apresenta o médico, explica o processo e facilita o agendamento. O diagnóstico é trabalho da consulta — não da página.
Por que uma landing page era a escolha certa aqui
Com zero presença digital, a prioridade era ter uma página funcional e rápida — não um site institucional com dezenas de subpáginas. A landing page concentra todo o foco em uma única ação: agendar a consulta. Não há menu de navegação complexo, não há links externos que desviam o visitante.
Já expliquei minha lógica de decisão entre landing page e site institucional no briefing em como eu decido entre landing page ou site institucional com cada cliente. No caso do Dr. Cassa, a escolha foi clara desde o primeiro briefing.
A estrutura que usei aqui segue o mesmo raciocínio que apliquei em outros cases de saúde — como a página para cardiologista com foco em confiança antes da consulta e o post sobre o que faz um paciente agendar em vez de sair da página.
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